Em um clima motivador, alegre e descontraído, o professor destacou alguns mitos e focou em questionamentos importantes para os participantes. Pais e alunos tiveram uma verdadeira aula sobre como lidar com esse período de dúvidas e incertezas. “Poucas pessoas nascem sabendo qual sua vocação profissional. Apenas 5% dos vestibulandos têm absoluta certeza do curso escolhido. É preciso então correr atrás e, principalmente, olhar para dentro, se conhecer”, ensinou o professor.
A adolescência não foi tratada como uma fase chata e sem importância, muito pelo contrário. “É bom o descontentamento do adolescente. É preciso que exista essa inquietude para criar novos caminhos. Só assim o ser humano evolui, é esse lado criança que cria e desenvolve”, destacou Fraiman. “Além disso, o adolescente atual não precisa crer que suas escolhas serão imutáveis. O mundo, hoje, tornou-se multifacetado. Não existe mais emprego, existe trabalho. É possível agregar trabalhos diferentes para a realização própria, o chamado multiprofissional. O bom profissional não é mais o melhor especialista em um único assunto, mas aquele que consegue agregar diversas situações e competências em um único ponto, não necessariamente estático”, esclareceu.
Além disso, a palestra foi recheada com advertências contra a própria alma: “Para se tornar um bom profissional, o aluno precisa reunir alguns hábitos na rotina: estudar sim, mas também conhecer coisas novas, ir ao cinema, ao teatro, ler bons livros, praticar esportes e se divertir sempre que possível. O que faz alguém se destacar é o brilho nos olhos, a atitude, a paixão. É essa satisfação pessoal que orienta a carreira de muitos profissionais de sucesso, e não o dinheiro, este vem como consequência”, alertou o professor.
Com uma plateia ativa, a palestra terminou com o chamado “Jogo da vida”, em que os estudantes puderam brincar com um jogo de perguntas e respostas sobre o vestibular. “Não tem como ser neutro nessas horas, por isso é preciso paixão. É escolher um caminho que seja bonito e percorrê-lo sem medo de mudar a direção novamente. É a busca que parece simples, mas de fato não é, é a busca pelo brilho no olhar. Só digo aos alunos para não esquecer jamais da felicidade e da paixão pelo trabalho escolhido, isso sim é deixar um legado”, concluiu Léo Fraiman, sob aplausos calorosos.
Autor de obras como “Meu filho vai prestar vestibular. E agora? – Um guia para pais de vestibulandos”, “Projeto de Vida – Autoconhecimento, Liderança, Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo” e “Orientação Profissional em sala de aula”, Léo Fraiman é psicoterapeuta e especialista em psicologia educacional.
Blog do professor Léo Fraiman