A cidade de São Paulo vive uma epidemia de conjuntivite viral. Já foram registrados mais de 70 mil casos da doença este ano, segundo o Centro de Controle de Doenças (CCD) municipal, o que caracteriza uma situação epidêmica.
Existem três tipos de conjuntivite: alérgica, bacteriana e viral. Esta última é a mais comum e contagiosa, que provoca coceira, vermelhidão e uma secreção aquosa. No caso da epidemia de São Paulo, os casos foram associados à forma viral da doença.
Preocupados em evitar que a doença se espalhe entre seus alunos e funcionários, o Colégio Paulista (COPI) promoveu, no dia 29 de março, um dia inteiro de palestras sobre conjuntivite e como evitar a contaminação.
Camila Squarzoni Dale falou sobre o assunto em todas as salas – do Ensino Fundamental ao Médio. Professora de Biologia do Colégio Paulista, Camila é graduada em Ciências Biológicas, com mestrado e doutorado em Patologia Experimental e Comparada pela USP e pós-doutorado em Farmacologia Geral pelo Institut de La Santé et de La Recherche Medicale, na França.
“Atitudes simples como lavar as mãos com frequência e usar gel antisséptico já ajudam bastante a diminuir o contágio”, explica a professora. Ela destaca, entretanto, que é importante que as pessoas procurem o oftalmologista caso desconfiem terem sido infectados.
De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, o pronto-socorro oftalmológico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está atendendo cerca de 400 casos da doença por dia, quando o esperado seriam 60. No Hospital das Clínicas, são ao menos 300 novos casos – o triplo do esperado para o período. Na Santa Casa, cerca de 70% dos 330 atendimentos diários são por causa da conjuntivite.
Fonte: Portal Guia Escolas