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Na próxima sexta-feira, 29 de abril, o príncipe Willian, filho do príncipe Charles e da princesa Diana, se casará com a plebeia Kate Middleton. Após a morte da rainha Elizabeth II, que está na chefia do trono, e do príncipe Charles, herdeiro natural do trono inglês, Willian e Kate se tornarão rei e rainha da Inglaterra.
A história da monarquia inglesa tem mais de mil anos. A rainha Elizabeth II é filha do rei Jorge VI. Ele foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido. Foi rei entre 1936 e 1952, ano de sua morte. Jorge VI subiu ao trono após a abdicação de seu irmão Eduardo VIII, que se apaixonou por uma cidadã norte-americana divorciada e foi obrigado a abandonar o trono bretão. Jorge VI casou-se com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e teve duas filhas: a atual rainha Elizabeth II e a Princesa Margaret.
A jovem Elizabeth foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe e da governanta Marion Crawford. No final da Segunda Guerra Mundial, ela convenceu seu pai de que deveria contribuir nos esforços de guerra e se uniu ao Serviço Territorial Auxiliar, sendoe treinada como motorista.
Elizabeth casou-se com o príncipe Phillip Mountbatten, duque de Edimburgo, seu primo de terceiro grau. Ambos compartilham a rainha Victoria como trisavó e são descendentes diretos de Cristiano 9º, da Dinamarca. Em 1948, o casal teve Charles, o primogênito de quatro filhos.
Após a coroação, Elizabeth mudou-se para o Palácio de Buckingham, em Londres. Presença assídua nos encontros da Comunidade Britânica das Nações (Commonwealth), Elizabeth é conservadora em questões religiosas, no padrão moral e em questões familiares. Não é a toa que Elizabeth hostilizou por muito tempo a princesa Diana e fez vistas grossas ao casamento do príncipe herdeiro Charles com Camila Parker Bowles, em 2005.
O cargo de rainha ou rei da Inglaterra é mais figurativo do que um cargo de fato. Em 1688, com a Revolução Gloriosa, o poder foi entregue ao parlamento. A rainha Vitória é um exemplo clássico dessa limitação do poder real. Ela reinou por 64 anos e durante seu reinado ditou as normas morais de seu tempo. Entretanto, quando tentou demitir seu ministro de relações estrangeiras, teve seu pedido negado pelo parlamento. A rainha, ainda hoje, faz os discursos que abrem os trabalhos do parlamento, no início do ano, lendo um discurso de seu trono na Câmara dos Lordes.
O consentimento da rainha já foi dado a essa que está sendo considerada a união do século. Os preparativos já foram iniciados para o casamento real. Esperemos que o novo casal ouça o povo e os desígnios dos novos tempos e possa aproximar a realeza inglesa dos dias atuais.
*Ricardo Barros Sayeg é Professor de História do Colégio Paulista, Mestre em Educação pela USP, formado em História e Pedagogia pela mesma universidade.
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